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Creatina como substância neuroprotetora?


Segundo Adcock (2002), a creatina é um composto de guanidina simples, que pode ser sintetizado endogenamente a partir dos aminoácidos arginina, glicina, e metionina, no fígado, rim e pâncreas. Pode também ser ingerido, através do consumo de leite, peixe, e carne, e é encontrado em todo o corpo humano, incluindo no cérebro (REES, 2011).

A creatina (Cr) é sintetizada principalmente em fígado e rim, mas não no músculo, e é transportada através do sangue e retomada por tecidos com altas demandas de energia através de um sistema de transporte ativo (FITCH et. al., 1968). A creatina é retomada em tecidos através da creatina transportada e armazenada como creatina ou fosfocreatina. Fosfocreatina (CP) é prontamente convertido em creatina por meio da creatina quinase(enzima), em uma reação reversível, que produz um fosfato de alta energia permitindo a conversão de adenosina-difosfato (ADP) à adenosina trifosfato (ATP) - Moedas energéticas - (WALLIMAN, 1992).

A creatina quinase(CK) está presente em altas concentrações nos tecidos musculares nervoso para lidar com fluxos metabólicos elevados durante períodos de grande utilização e geração de energia. (WILLIANS, 2000).

Existem várias formas de creatina quinase, que funcionam simultaneamente para formar uma rápida Inter conversão da CP e do ATP, mantendo um equilíbrio no músculo. A creatina quinase é constituída por dois tipos de subunidades, as isoenzimas M e B, assim devido ao fato de terem sido caracterizadas pela primeira vez respectivamente no músculo e no cérebro. A combinação das subniddes resulta em três isoenzimas, MM-CK, MB-CK e BB-CK (WILLIANS, 2000).

Existem várias formas de creatina quinase, que funcionam simultaneamente para formar uma rápida Inter conversão da CP e do ATP, mantendo um equilíbrio no músculo. A creatina quinase é constituída por dois tipos de subunidades, as isoenzimas M e B, assim devido ao fato de terem sido caracterizadas pela primeira vez respectivamente no músculo e no cérebro. A combinação das subunidades resulta em três isoenzimas, MM-CK, MB-CK e BB-CK (WILLIANS, 2000).

Um número de estudos tem demonstrado que a creatina tem propriedades neuroprotetoras e antioxidantes, sugerindo benefícios para doenças neurodegenerativas, incluindo a esclerose lateral amiotrófica e doença de Parkinson, doença cerebral traumática, acidente vasculares cerebral em adultos; condições abrangendo hipóxia e excitotoxicidade mediada injuria cerebral (SULLIVAN, 2000; ZHU, 2004).

Doença de Parkinson (DP) é a segunda mais comum doença neurodegenerativa associada com o envelhecimento (LO BIANCO et.. al., 2004). Os modelos animais e celulares usados para estudar os mecanismos patológicos subjacentes neurodegeneração na DP muitas vezes envolvem a administração de toxinas que destroem selectivamente ou interrompem a atividade de neurônios dopaminérgicos nigrostriatais.

Estudos em animais, também, demonstraram que a creatina pode fornecer neuroproteção fetal quando administrado a mãe através de sua dieta durante a gravidez. É importante avaliar se creatina materna administrada na gravidez humana (em tempos de conhecidos, suspeita ou potencial comprometimento fetal) pode oferecer neuroproteção para o feto e podem, consequentemente, reduzir o risco de neurodesenvolvimento adversos, como paralisia cerebral e deficiências associadas e incapacidades decorrentes de lesão cerebral fetal (WILLIANS, 2001).


  • Referências Bibliográficas


ADCOCK KH, Nedelcu J, Loenneker T, Martin E,Wallimann T,Wagner BP. Neuroprotection of creatine supplementation in neonatal rats with transient cerebral hypoxia-ischemia. Developmental Neuroscience 2002;24(5):382–8.


FITCH, C. D., Shields, R. P., Payne, W. F. & Dacus, J. M. J. Biol. Chem. 1968, 243, 2024-2027.


LO BIANCO, C., Schneider, B. L., Bauer, M., Sajadi, A., Brice, A.,Iwatsubo, T., . . . Aebischer, P.. Lentiviral vector delivery of parkin prevents dopaminergic degeneration in an alpha-synuclein rat model of Parkinson’s disease. Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America, 2004. 101: 17510–17515.


REES S, Harding R, Walker D. The biological basis of injury and neuroprotection in the fetal and neonatal brain. International Journal of Developmental Neuroscience 2011;29 (6):551-63.


SULLIVAN PG, Geiger JD, Mattson MP, Scheff SW. Dietary supplement creatine protects against traumatic brain injury. Annals of Neurology 2000;48(5):723–9.


WALLIMANN TWM, Brdiczka D, Nicolay K, Eppenberger H. Intracellular compartmentation, structure and function of creatine kinase isoenzymes in tissues with high and fluctuating energy demands: the “phosphocreatine circuit” for cellular energy homeostasis. Biochemical Journal 1992; 281(Pt 1):21–40.


WILLIANS, M. H. et al. Creatina. Editora Manole Ltda. 1ª Edição Brasileira, São Paulo 2000.


ZHU S, Li M, Figueroa BE, Liu A, Stavrovskaya IG, Pasinelli P, et al. Prophylactic creatine administration mediates neuroprotection in cerebral ischemia in mice. Journal of Neuroscience 2004;24(26):5909–12.


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