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Os exercícios melhoram o sistema de defesa?


Está revisão foi feita com base no Artigo:


LEANDRO, C.; NASCIMENTO, E.; MANHÃÉS-DE-CASTRO, R.; DUARTE, J. A.; DE-CASTRO, C. M. M. B. Exercício Físico e Sistema Imunológico: Mecanismos e Integrações. Revista Portuguesa de Ciências do Desporto, 2002, vol. 2, nº 5. Disponível em: <rpcd.fade.up.pt/_arquivo/artigos_soltos/vol.2_nr.2/08.pdf>


O presente artigo visa analisar as alterações que os exercícios físicos fazem no sistema imune e se eles conseguem melhorar ou piorar o sistema de defesa dependendo da sua duração e intensidade.

Durante a atividade física o sistema nervoso simpático é ativado, gerando respostas como: liberação de catecolaminas, hormônios, neurotransmissores relacionados ao stress, HPA (eixo hipotálamo-pituitária-adrenal), esta por sua vez interage com o sistema imunológico.


Os exercícios físicos estudados foram os de carga aguda, moderada e intensa.

Pode-se notar que em atletas corredores de maratona, os exercícios longos e intensos aumentaram o número de neutrófilos no sangue (leucocitose). E que em atletas também teve o aumento de infecções do trato respiratório após treinamentos intensos.

Nos exercícios físicos agudos, pode-se observar um aumento de leucócitos na circulação além da migração de células do tecido endotelial para o sangue devido às lesões no tecido muscular.

Nos exercícios moderados, houve um aumento na quimiotaxia (migração de células de defesa para os tecidos), a desgranulação e a atividade oxidativa depois de 1 hora do exercício.

Também houve um aumento da atividade de células de defesa chamados macrófagos em pessoas treinadas após 24h de uma corrida de 20km.

Porém nos exercícios físicos intensos, pode-se ver uma imunodepressão num geral, além de que se as pessoas não são atletas também diminui a quimiotaxia, diminuindo igualmente o sistema de defesa.

Além disso pode-se observar alterações no sistema endócrino (produção de hormônios) conforme o tipo de exercício físico. Os gráficos sobre os hormônios abaixo demonstram como estes componentes podem interagir com o sistema imunológico (S.I.).


O Cortisol é considerado um hormônio de estresse, o artigo demonstra que conforme a intensidade e duração do exercício físico (E.F.) aumenta a quantidade de cortisol aumenta exponencialmente. Enquanto que podemos ver também que a partir de uma intensidade e duração de E.F. a maioria das células de defesa (NK (Natural Killer), Macrófagos, monócitos e linfócitos) começam a decair em quantidade, demonstrando que exercícios muito intensos tendem a diminuir o sistema de defesa.

Já as endorfinas são substâncias que ajudam a aliviar a dor e mal estar em meio a um estresse. Podemos ver nesse gráfico que similar como o Cortisol, cresce em relação a intensidade e duração do exercício físico. Enquanto que os anticorpos Igs e a proliferação de linfócitos (células de defesa) diminuem a partir de uma certa intensidade do exercício físico.


Conclusão


Os exercícios agudos a moderados são capazes de melhorar sistema imunológico, já os exercícios intensos em pessoas não atletas são capazes de deprimir o sistema de defesa, além de aumentar o risco de doenças respiratórias.

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Departamento de Ciências da Saúde

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